quarta-feira, 4 de junho de 2014

Cap. 3 - Hermione Granger

Atravessamos o arco e ele logo se fechou. Aquilo era...
____Incrível Hagrid! Onde vamos primeiro? –perguntei curiosa
____Ao banco, não é Hagrid?
____Sim Cassie, vamos a Gringotes. Precisamos trocar o dinheiro. –ele afirmou e seguiu andando pela rua. Eu sinceramente já estava quase tonta de tanto ficar olhando de um lado pro outro tentando ver tudo, as lojas, os letreiros, as coisas... como eu disse, tudo.
Não demorou muito para que parássemos em frente a um edifício muito branco, que Hagrid dissera ser Gringotes. Em frente a ele, aparentemente nos esperando, havia um... você não vai acreditar mas acho que era...
____Ele é um duende Hagrid? –murmurei e ele assentiu
____Sim, mas fiquem perto de mim! Eles não são nada amigáveis! –murmurou e nós assentimos. Subimos as escadas até onde o duende estava e ele nos cumprimentou e nos deparamos com um par de portas de prata que diziam.
Entrem, estranhos, mas prestem atenção
O que espera o pecado da ambição,
Porque os que tiram o que não ganharam
Terão é que pagar muito caro,
Assim, se procuram sob o nosso chão
Um tesouro que nunca enterraram,
Ladrão, você foi avisado, cuidado,
Pois vai encontrar mais do que procurou.
Entramos e mais duendes se curvaram pra nós, o salão era todo de mármore e haviam vários outros duendes sentados em banquinhos altos atrás de um imenso balcão fazendo varias coisas como pesar moedas e examinar jóias e pedras preciosas. O duende nos guiou até a ponta do balcão esquerdo, foi pra trás e sentou-se no banquinho.
____O que vão querer?-ele perguntou e Hagrid falou o que era e minha mãe deu o dinheiro trouxa e depois de algum tempo, não sei quanto, contando e pesando nós tínhamos a bolsa dela cheia de galeões, sicles e nuques.
____E agora? –perguntei assim que saímos
____Que tal você e o Hagrid irem pegar o seu uniforme e a varinha enquanto eu pego os livros? Hein Hagrid?
____Claro Cassie! –ele respondeu e ela foi em direção a uma loja chamada Floreios e Borrões. Paramos em frente a uma loja onde lia-se Olivaras Artesãos de Varinhas de Qualidade  desde 382 a.C.
____É aqui. –ele disse e nós entramos na loja onde logo o som de um sino soou.
A loja era muito pequena e tudo era coberto por poeira. Havia um balcão e um banquinho, ambos altos, um de frente pro outro e o resto das coisas eram todas caixas retangulares pequenas enfileiradas certinhas umas em cima das outras. O ar era diferente e eu sabia que respirava pura magia.
____Bom dia! –disse o velhinho que havia surgido do nada bem do nosso lado. Ele era alto, tinha olhos azuis muito claros, a pele muito branca e os cabelos finos e grisalhos.
____Olá! –respondi um pouco assustada pelo susto
____Olá! Ah sim! Olá Hagrid! –ele disse olhando-o
____Olá! –Hagrid respondeu e o velho voltou seu olhar pra mim
____Srta. Black! –exclamou olhando-me. ____Se parece muito com a sua mãe, exceto pela cor dos cabelos e pelos olhos, tem os olhos do seu pai.
____Tenho? –indaguei e ele assentiu pegando uma fita métrica do bolso.
____Ah sim! Qual o braço da varinha?
____O direito... eu acho. –respondi esticando-o e ele o mediu do ombro ao dedo, do cotovelo ao pulso, do ombro ao chão, ao redor da cabeça e do joelho a axila. E enquanto isso ele dizia:
____Todas as varinhas da minha loja tem o miolo feito de uma substancia mágica poderosa. Usamos pelo de unicórnio, penas de fênix e cordas de coração de dragão. Não há nenhuma igual a outra como não há nenhum desses animais igual a outro. A sua varinha só é fiel a senhorita e não vai surtir o mesmo efeito se outra pessoa tentar usá-la. –ele já havia parado de me medir e vinha trazendo consigo uma das caixas. Tirou de lá uma varinha e me entregou. ____Salgueiro, pelo de unicórnio, flexível, quinze centímetros. Experimente! –pediu e eu peguei a varinha, fiz alguns movimentos alguma coisa quebrou e o homem tirou-a da minha mão.____Acho que não. –disse pensativo e foi pras prateleiras voltando com outra caixa e me entregou outra varinha. ____Ébano, coração de dragão, vinte centímetros, meio mole. – balancei pra um lado e algumas caixas caíram.
____Desculpe! –disse entregando-a a ele e ele voltou pras prateleiras
____Sem problemas! –disse voltando e me entregando outra. ____Mogno, pena de fênix, farfalhante, trinta centímetros. –a movi pra cima e alguns vidros do lustre (que eu nem tinha notado) se quebraram. ____Não, não, não! –falou tirando-a da minha mão e voltando pras prateleiras. ____Talvez... –disse e veio até mim tirando outra varinha de uma caixa. ____Vinte centímetros, pinheiro, pena de fênix, excelente e flexível. Teste! –pediu e me entregou. Ao primeiro toque meus dedos formigaram e assim que eu a movi fazendo uma onda faíscas roxas e azuis saíram da sua ponta como fogos de artifício, iluminando a sala e pondo tudo no lugar. Eu sorria e Hagrid batia palmas.
____Brava!  -ele disse entusiasmado e eu ri.
____Sim, Brava! Excelente! –o senhor disse e eu olhei pra ele. ____Mas é curioso, muito curioso.
____Curioso? Por quê?
____Porque a fênix cuja pena do miolo dessa varinha foi tirado não produziu apenas esta. Normalmente é só uma, mas desta foram três. –disse e o ar se tornou mais pesado. ____A primeira varinha que possuía uma destas penas pertenceu a um bruxo muito poderoso Srta. Black; seus feitos foram tão grandes e terríveis que nem ousamos mencionar seu nome. A segunda varinha eu vendi a pouco, semana passada na verdade e ela foi destinada a um garoto que promete grandes feitos, o único a sobreviver  ao Lorde das Trevas: Harry Potter. Então acho que também podemos esperar grandes feitos da senhorita, não?! Essa varinha não lhe escolheu por acaso Srta. Black. –ele disse e eu respirei fundo
____Tá. –respondi e logo depois de pagarmos pela varinha saímos da loja.
____Ele estava falando serio Hagrid? –perguntei
 Andamos um pouco e logo paramos em frente a uma loja. Madame Malkin – Roupas para Todas as Ocasiões.
____Acho que sim. É aqui. Você se importaria se eu saísse por um instante?
____Claro que não Hagrid! –disse e dei um passo em direção a loja
____Ótimo! Eu não me demoro! –ele disse e eu entrei a loja onde logo uma mulher baixa e gorda toda vestida de lilás, que devia ser a Madame Malkin, veio me atender.
____Hogwarts minha flor? –ela perguntou e eu assenti. ____Venha pra cá e suba aqui que eu já volto! –pediu depois que me levou até o fundo da loja onde havia uma outra garota em cima de um banquinho com uma bruxa ajustando o comprimento de suas vestes, ela tinha cabelo castanho claro cheio e crespo, pele branca corada, olhos castanhos e dentes da frente um pouco grandes, era um pouco mais alta que eu e menos magra também. Eu subi no banquinho ao lado, Madame Malkin enfiou uma veste comprida pela minha cabeça e depois começou a ajustá-la.
____Oi! Você também vai pra Hogwarts? –perguntou
____Vou.
____Ótimo! Eu sou Hermione, Hermione Granger! E você?
____Jady Black! –respondi entusiasmada
____Prazer! Seus pais são trouxas?
____Bem, são...
____Os meus também. Quando recebi a carta nós ficamos muito surpresos, nem sabíamos que Hogwarts existia, mas é realmente fascinante não?
____Muito! Na verdade os meus nem acreditaram de primeira. Foi preciso que Hagrid...
____Quem é aquele ali? –perguntou Hermione quando Hagrid entrou na loja
____O Hagrid. Ele trabalha em Hogwarts... guarda-caça.
____Esplêndido! Ele é meio gigante? –questionou curiosa
____Não sei. Não perguntei.
____Deve ser. Ele é legal?
____Muito!
____Terminei querida! –a bruxa que ajustara as vestes dela disse
____Obrigada! –respondeu a ela e desceu do banquinho. ____Te vejo em Hogwarts então.
____É. A gente se vê! –disse e ela saiu levando as vestes que a mulher tinha lhe entregado. Não demorou muito e Madame Malkin terminou com as minhas vestes também. Nós pagamos e saímos da loja encontrando minha mãe a nossa espera com vários pacotes com meus livros. Depois fomos comprar o material de poções, um lindo telescópio desmontável, um caldeirão de estanho e uma balança para pesar os ingredientes das poções.
____Podemos ir? Já compramos tudo. –declarou minha mãe conferindo mais uma vez a lista.
____Podemos.
____É, mas eu só vou poder levar vocês até o Caldeirão Furado. Tenho que voltar à Hogwarts. –Hagrid disse e suspirou.
____Tudo bem Hagrid. –afirmei e ele sorriu.
____Então vamos. –disse minha mão e nós fomos.
Pelo curto caminho, até o Caldeirão Furado, Hagrid nos falou sobre Hogwarts, os professores e as comemorações. Era tudo tão fascinante e eu estava mais ansiosa que nunca. Saímos do caldeirão e eu o abracei.
____Obrigada! –agradeci e me afastei
____Não há de quê Jady! Aqui. –me entregou um bilhete de trem e eu olhei-o confusa. ____Sua passagem para Hogwarts. Dia primeiro de setembro. –falou e eu assenti guardando-a.
____Tchau Hagrid! –disse minha mãe se afastando e Hagrid acenou
____Nos vemos em Hogwarts! –exclamei e ele sorriu

____Nos vemos em Hogwarts! –respondeu e quando me dei conta ele já tinha sumido.



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