quinta-feira, 19 de junho de 2014

Cap. 5 - Harry?

____Eu vou querer... –ele começou a dizer e eu me virei na direção da voz com um sorriso instantâneo se instalando em meu rosto.
Cabelos negros desgrenhados. Confere.
Baixinho do meu tamanho. Confere
Magro. Confere
Roupas grandes demais. Confere
Lindos olhos (não contem pra ele) cor de esmeralda. Confere
____Harry! –exclamei abraçando-o forte e quase derrubando-o também. É incrível a saudade que se sente ao passar alguns dias sem falar com uma pessoa quando se está acostumado a vê-la todos os dias.
____Jady... você está me sufocando. –disse com a voz um pouco fraca e eu o soltei.
____Desculpe. –pedi e ele sorriu
____Desculpada! –exclamou e me abraçou.
____Ãhn crianças! –chamou a moça dos doces. ____Vão querer alguma coisa?
____Ah sim... –Harry disse me soltando e eu ri. A mulher disse o que era cada doce e ele comprou um de cada, pegou os doces e depois nós entramos na cabine de onde ele tinha saído antes.
Ela estava vazia exceto por um menino e seu rato. O garoto tinha cabelos ruivos da cor do fogo, era alto (o que fazia com que eu me sentisse menor ainda), tinha um nariz comprido, pele branca rosada, sardas e olhos azuis claros. O rato era cinza e obeso.
Harry me puxou e sentou ao lado do garoto jogando os doces no banco e eu sentei de frente pra eles.
____Jady esse é... –Harry começou mas o garoto o interrompeu
____Sou Rony Weasley. –apresentou-se e eu sorri
____Jady Black.
____Vocês se conheceram no corredor? –Rony perguntou e eu ri
____Não! –exclamei. –Eu sou a melhor amiga dele. –disse indicando Harry e ele corou.
____Você é nascida trouxa? –indagou e eu olhei pra baixo
____Sim. –Harry disse
____Não. –eu respondi ao mesmo tempo
____Não? –ele perguntou e eu assenti
____É que... –comecei, mas parei pra pensar um pouco, olhei de Harry pra Rony e depois de novo pra Harry. Rony parecia um garoto legal mas eu não o conhecia e estávamos num trem. ____Depois eu te explico, mas não eu não sou nascida trouxa. –falei olhando pra Harry e ele entendeu, ou eu achei que ele tinha entendido.
Começamos a conversar e o Weasley era realmente um cara legal. Falávamos um pouco de nós, de nossas expectativas, o mundo bruxo e Hogwarts. Era tudo tão maravilhoso que eu nem percebi o tempo passar até um menino aparecer com cara de choro na porta da cabine.
____Desculpem, mas vocês viram um sapo? –perguntou e os garotos balançaram a cabeça. Ele começou a chorar.
____Perdi ele! Está sempre fugindo de mim! –choramingou
____Não se preocupe. Logo, logo você o acha. –tentei consolá-lo
____É. Ele vai aparecer. –disse Harry
____Vai. – ele respondeu.____Se vocês virem ele... –saiu se terminar a frase e Ron começou a reclamar de seu rato e ia nos mostrar um feitiço nele, mas logo fomos interrompidos outra vez só que dessa vez o garoto trazia Hermione.
____Ninguém viu um sapo? Neville perdeu o dele. –falou, ela não tinha me notado.
____Já dissemos a ele que não vimos o sapo. –Ron respondeu, mas ela me olhava
____Oi Jady. –saudou e eu sorri
____Oi Hermione. –respondi
____Você conhece ela também? –Rony indagou e de novo Hermione não prestava atenção, dessa vez com o olhar voltado a varinha.
____Está fazendo mágicas? Quero ver. –disse e sentou do meu lado deixando Ron desconcertando-o e fazendo-o corar um pouco.
____Tudo bem. –respondeu e pigarreou
“Sol, margaridas, amarelo maduro, torna amarelo esse rato velho e burro” –disse e agitou a varinha mas nada aconteceu. Franzi o cenho e Hermione sorriu
____Você tem certeza de que esse feitiço está certo? –ela perguntou. ____Bem, não é muito bom né? Experimentei uns feitiços simples só pra praticar e deram certo. Ninguém na família é bruxo, foi uma surpresa enorme quando recebi a carta, mas fiquei muito contente, é claro, quero dizer, é a melhor escola de bruxaria do mundo, me disseram. Já sei de cor todos os livros que nos mandaram comprar, é claro, espero que seja o suficiente; alias sou Hermione Granger e vocês? –ela disse rápido e eu sorri. Tudo bem, eu tinha lido todos os livro, mas não tinha os decorado, no entanto Hermione só fez isso por achar necessário já que não sabia nada de magia; ela queria apenas poder se sentir normal em meio aos outros alunos, saber o que falar e poder arranjar amigos.
Eu ia adorar ser amiga dela.
____Sou Rony Weasley. –apresentou-se Ron
____Harry Potter. –Harry falou e ela arregalou os olhos castanhos
____Verdade? Já ouvi falar de você é claro. Tenho ou... –Hermione começou mas eu a interrompi
____Ah! Tinha me esquecido. –exclamei e eles me olharam assustados, bem, Harry não, ele já estava acostumado então só me olhou com curiosidade. ___Eu também li sobre você nos livros Harry, sobre o que você fez. Achei que não era você porque eu te conhecia, mas aqui estamos nós. Eu nunca em toda a minha vida ia imaginar que você pudesse fazer uma coisa dessas. Derrotar o mais poderoso bruxo das trevas que já existiu quando apenas era um bebê. Ficando apenas com uma cicatriz por isso. É realmente inacreditável. E eu devia ter desconfiado com todas as coisas que eu já vi você fazer. Eu devia ter sabido. –disse e eles me olhavam estranho.
____Eu estou nos livros? –ele perguntou e eu rolei os olhos me perguntando internamente porque eu ainda me surpreendia.
____Nossa, você não sabia, eu teria procura saber tudo que pudesse se fosse comigo. –ela disse. ____Já sabem em que casa vão ficar? Andei perguntando e espero ficar na Grifinória, me parece a melhor, ouvi dizer que o próprio Dumbledore foi de lá, mas imagino que Corvinal não seja muito ruim.Em todo o caso acho melhor irmos procurar o sapo de Neville. E é melhor vocês se trocarem, sabe, vamos chegar daqui a pouco. –falou e saiu levando Neville
____Seja qual for a minha casa, espero que ela não esteja lá. –Ron disse enquanto guardava a varinha
____Rony! –o repreendi, mas ele me ignorou
____Feitiço besta. Foi o Jorge quem me ensinou, aposto que sabia que não prestava. –ele resmungou e eu respirei fundo
____Em que casa estão seus irmãos? –Harry perguntou
____Grifinória. –respondeu entristecendo-se. ___Mamãe e papai também estiveram lá. Não sei o que vão dizer se eu não estiver. Acho que Corvinal não seria muito ruim, mas imagine se eu for pra Sonserina?
____É a casa em que Vol... Você-sabe-quem esteve? –Harry perguntou
____É. –respondeu afundando deprimido no assento e eu me levantei.
____Sabe, acho que as pontas dos bigodes de Perebas ficaram um pouquinho mais claras. –Harry tentou animá-lo e eu sorri.
____É, estão sim. –menti e andei até a porta da cabine
____Aonde você vai? – Harry indagou
____Voltar pra minha cabine. Tenho que por as vestes da escola e vocês deviam fazer o mesmo. –falei, sai da cabine deles e voltei a minha. Troquei-me e logo depois Hermione apareceu e se sentou.
____Pensei que fosse ficar mais tempo lá. –ela disse e a olhei.
____Eu vim me trocar. –expliquei
____E eles? Já se trocaram? –perguntou e eu acariciei Eglodine
____Não. Eu acho que não. –respondi e ela levantou
____Vou lá então. Falta muito pouco pra chegarmos. –falou e saiu da cabine.
Eglodine piou e eu sorri ao avistar o lindo castelo pela janela.
____Já estamos chegando garota. –falei e continuei a observar pela janela.
Em menos de cinco minutos Hermione voltou, começamos a conversar e em poucos minutos nós já era como se fossemos amigas de infância.
Logo o trem parou e nós fomos pro corredor junto com os outros alunos. Saímos do trem e me arrepiei ao sentir o vento frio da noite, então eu ouvi uma voz que eu já conhecia chamar e comecei a andar pra ficar na frente.
____Alunos do primeiro ano! Primeiro ano aqui! Tudo bem Harry? –Hagrid disse e eu enfim cheguei a frente e me pus ao lado de Harry que sorria. ____Olá Jady!
____Olá Hagrid! –respondi
____Vamos! Venham comigo! Mais alguém do primeiro ano? –chamou e seguiu andando conosco em seu encalço. Adentramos em uma trilha estreita e escura que ter acabou nos levando até um enorme lago escuro. ____Só quatro em cada barco! –disse apontando para vários barquinhos.
Harry, Ron, Hermione e o garoto chamado Neville seguiram para um e eu tive que procurar outro e sabe como isso acabou? Eu, um certo loirinho irritante e seus dois amigos. Nem preciso dizer que fiquei com medo de morrer afogada né?
____Ora, ora! O que faz aqui Black? –indagou provocador assim que eu entrei no barco.
____O mesmo que você... como é seu nome mesmo? –retruquei e ele sorriu
____Draco, Draco Malfoy!
____Pois, estou fazendo o mesmo que você Malfoy. –respondi
____Seus pais são bruxos, não são Black? –perguntou
____São. Mas isso não te interessa.
____Por quê? Nós podemos ser amigos. –afirmou e eu arquei as sobrancelhas. ____Estou falando serio. Esses são Crabbe e Goyle. –disse indicando os amigos e eu os olhei. Eles eram altos e fortes, tinham cara de ser aqueles tipos de garotos que gostam de “brincar” com os mais fracos, mas eu não julgo antes de conhecer.
____Talvez. –respondi e ele sorriu

Não falamos mais nada pelo resto do caminho. O que foi ótimo pois eu não estava afim de conversa.


Olha eu aqui de novo!!! 
Tudo bem com vocês? Cadê os coments que eu pedi? 
Só to postando porque eu to boazinha, mas façam por merecer.
Até o próximo amores!

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Cap. 4 - O expresso de Hogwarts

Toc Toc
Toc Toc
Abri os olhos e olhei pra janela e a coruja do lado de fora. Me levantei e abri a janela pra que ela entrasse e assim que entrou eu fechei a janela.
O.K. Ela tinha um pouco menos de meio metro de altura e grandes olhos amarelos, sua penugem era marrom em diferentes tons e pintas brancas. Ela era linda e depois de colocar uma gaiola enorme na minha mesinha de cabeceira voou até meu braço e deixou uma carta em minhas mãos. Os garranchos no envelope só podiam ser de Hagrid, o que me fez sorrir. Abri o envelope e peguei o cartão.
Cara Jady,
Feliz aniversário
Eu ia lhe dar esse presente no dia em que fomos ao Beco Diagonal, mas achei melhor mandar-lhe na data. Achei-a muito bonita e espero que goste.
Tudo de bom, Hagrid.
Sorri e olhei pra coruja. Ela bicou minha orelha carinhosamente e eu sorri.
____Adorei você! –exclamei e ela piou. Sai do quarto e desci as escadas em direção a cozinha encontrando minha mãe batendo um bolo e pareceu surpresa em me ver.
____Filha? –exclamou e eu sorri. ____Onde você arranjou essa coruja?
____Presente de Hagrid.
____Já escolheu o nome?
____Eglodine? –perguntei depois de pensar um pouco olhando pra ela que piou como se dissesse sim.
____Então bem vinda à família Eglodine! –mamãe disse, ela piou e voou até ela, bicou-a gentilmente e voltou ate meu quarto.
Minhas ultimas duas semanas antes de ir para Hogwarts foram divertidas, mas não como eu queria. Na tarde do meu aniversario eu fui à casa dos Dursley e toquei a campainha. Não demorou muito, eu pude ouvir passos e a porta foi aberta revelando ninguém mais, ninguém menos que meu melhor e único amigo e eu pulei em cima dele.
____Harry! –exclamei e soltei-o
____Oi Jady! Feliz aniversário! –respondeu sorrindo e eu sorri
____ Brigada! Estava com saudades. Pra onde você foi? –indaguei cruzando os braços e ele pareceu pensar um pouco antes de responder
____Viajei, pra um lugar um pouco longe.  Não sei onde... Hey! Preciso te contar uma coisa! –disse vindo pra fora e fechou a porta depois desceu as escadas e ficamos no jardim.
____Eu também tenho. –respondi sorrindo
____Diz você primeiro. -pediu
____Jura que não vai achar que eu estou louca?
____Juro!
____Eu... –comecei, mas logo fui interrompida pelo um grunhido esganiçado.
Ao nosso lado, sobre a escada, estava uma mulher alta, magra, loira e que tinha um pescoço muito comprido, portanto presumi ser a Sra. Dursley.
____Harry! –gritou, mas logo que me viu mudou o tom de voz. ____O que está fazendo aqui fora querido? É um prazer vê-la Srta. Lawrence! –disse calmamente e eu prendi o riso.
____O prazer é meu Sra. Dursley. –respondi
____Não quer entrar? Estou fazendo chá e... –começou mas eu a interrompi (que educada eu sou).
____Não. Na verdade eu só vim chamar o Harry e vocês pra irem jantar lá em casa.
____Ah! Que... –ela começou mas Harry interrompeu
____Hoje é aniversário dela tia Petúnia. –ele disse e ela sorriu
____Ah! Parabéns querida! Mas não podemos ir. Temos que buscar o Duda mais tarde. –disse com uma voz teatral dando a entender que ela queria mesmo ir, e eu poderia ate ter acreditado... só que não.
____Deixe que Harry vá pelo menos! –pedi e ela respirou fundo
____Não posso. Harry tem que ir também. –disse e eu olhei pra ele. Parecia que ia explodir a qualquer momento e eu tentei me acalmar pra não voar em cima dela ali mesmo. 1. 2..3...
____Tá. –respondi seca, Harry entrou batendo a porta e ela sorriu agora de verdade.
____Admiro sua compreensão querida! –afirmou e eu assenti me virando e dando de cara com o  porco de peruca que a Sra. Dursley chamava de filho.
____O que faz aqui Black? –indagou e se olhar pudesse matar ele teria caído com um tiro no meio da testa.
____Nada. Já estou saindo. –respondi seca e saí sem esperar resposta, mas mesmo assim pude ouvir a Sra. Dursley indagar.
____Black? O sobrenome dela não era Lawrence?
____Não.  Porque deveria?
____Porque o sobrenome dos pais dela é esse Dudinha. –ela respondeu e eu corri pra casa.
Então, meu aniversário resumiu-se a presentes jantar e bolo com os meus pais. As minhas duas semanas antes do dia do embarque se resumiram a ler os livros da escola, ajudar a mamãe e cuidar de Eglodine, já que depois daquele dia eu sabia que não conseguiria falar com o Harry.
Eu queria tanto contar pra ele. Onde será que ele estudaria? Ia ser um máximo se ele também fosse pra Hogwarts! Será que vou conseguir fazer amigos? Como será lá? Será que eu vou pra Grifinória? Talvez Corvinal ou quem sabe Lufa-lufa? Tomara que eu não vá para a Sonserina! Ficava pensando.
Em um desses dias que eu estava lendo sobre a história moderna da magia e achei num capitulo sobre “O Lorde das Trevas” o nome Harry Potter. No livro dizia assim: “E foi numa noite comum que o reinado de Lord Voldemort teve fim. Quando ao tentar retirar a vida do bebê dos Potter, o pequeno Harry, teve seus poderes diminuídos tão drasticamente que desapareceu.”
Como assim? Será que ele sabe disso (Harry)? Espera, será que esse cara matou meus pais também? Ai meu Merlin! 1. 2..3... –pensei e fechei o livro me jogando na cama.

Dia primeiro de setembro e ali estávamos nós, na estação de King’s Cross, às 10:10 da manhã. Eu levava o carrinho com meu malão e Eglodine e meus pais vinham comigo, cada um de um lado; paramos entre as plataformas nove e dez e papai coçou a cabeça.
____Como se chega nessa plataforma mesmo? –ele perguntou e eu mordi o lábio. Havia lido como se faz no “Manual para Hogwarts dos nascidos trouxas”.
____Temos que caminhar diretamente para a barreira entre as plataformas nove e dez. –eu disse e ele sorriu brincalhão.
____O.K. –disse e eu suspirei
____É serio! Vou primeiro pra vocês verem.
____Tem certeza? Não quero que se machuque! –mamãe disse sendo a mamãe e eu assenti e comecei a correr em direção a barreira. Eu tenho que confessar que estava rezando pro que eu li ser verdade porque aquela parede estava parecendo muito solida e eu não estava nem um pouco afim de me esborrachar nela, as pessoas empurravam e eu estava cada vez mais perto, fechei os olhos, um palmo e.... a parede sumiu? Abri os olhos e vi Plataforma nove e meia. Expresso de Hogwarts 11 horas. Eu li.
____Inacreditável.
Papai e mamãe haviam atravessado a barreira.
____Eu disse. Acredita em mim agora? –perguntei e ele assentiu
Olhei em volta. Os primeiros vagões já estavam cheios; haviam varias crianças da minha idade ou mais, com dezessete, dezoito anos; gatos e corujas por toda parte e adultos acompanhando os filhos, conversando, se despedindo e algumas mulheres chorando; bebês no colo e crianças pequena agarradas as saias e a mão das mães.
Me virei pra eles mamãe se abaixou e me abraçou.
____Quero cartas ouviu? Muitas cartas!
____Eu vou mandar mamãe! –respondi, ela me soltou e papai me abraçou
____Vou sentir sua falta princesa.
____Eu também vou sentir a sua. –respondi e ele e soltou
____Tenha cuidado! –ele disse
____E não se meta em encrencas! –mamãe disse e eu ri
____Por que eu faria isso? –indaguei e ela me fuzilou ____To brincando! –exclamei e a expressão dela se suavizou.
____Tchau! –ela disse
____Tchau! –respondi
____Nos vemos nas férias! –papai disse e eu me virei pro vagão
____Até. –falei e entrei; andei pelo vagão procurando por uma cabine vazia mas parei ao ver uma com uma garota sozinha, sentada lendo um livro. Eu conhecia aqueles cabelos castanhos de algum lugar...
____Hermione? –perguntei a garota e ela levantou a cabeça, sim era ela.
____Jady? Oi! -exclamou
____Posso ficar aqui?
____Claro! –disse, eu pus Eglodine pra dentro, depois ela me ajudou a colocar a mala pra dentro e nos sentamos uma de frente pra outra e quando eu ia abrir a boca pra falar ela abriu um livro e começou a ler.
Levantei-me e andei até a porta da cabine.
____Vou dar uma volta pelo trem O.K.?! –avisei e ela levantou o olhar pra mim
____Tá. Tudo bem. –respondeu e eu sorri e sai.
Me levantei e fui até a porta da cabine.
____Vou dar uma volta pelo trem. –avisei e ela voltou a olhar pra mim.
____Tá. Tudo bem. –respondeu e eu sorri e sai da cabine.
Andei pelo corredor calmamente até que trombei com alguém e ele caiu em cima de mim.
____Argh! –resmunguei e tentei empurrá-lo. ____Sai de cima de mim! –mandei e ele levantou. Devagar mas levantou.
Me levantei num pulo, ajeitei minhas vestes e só então olhei pra quem havia me derrubado.
Era um garoto. Ele era magro e alto; tinha a pele branca pálida e os cabelos chegavam a ser quase brancos de tão loiros que eram. Ele parecia ter a minha idade e ainda não vestia o uniforme da escola. Exibia um sorriso presunçoso e seus olhos azul-claros observavam-me atentamente, o que me fez corar um pouco (eu odiava que ficassem me olhando assim).
____Olá! –saldou e eu olhei-o incrédula.
____Olá? Você devia me pedir desculpas, não? –exclamei
____O que? Você quem me derrubou!
____Se eu tivesse lhe derrubado você não teria caído em cima de mim. –defendi-me
____E quem é você garota? –perguntou superior
____Jady Black. Algum problema? –indaguei e ele pareceu pensar um pouco
____Ainda não... –respondeu e saiu pisando duro com dois outros meninos (que eu nem tinha notado) atrás.
Respirei fundo e segui andando olhando de vez em quando pros lados.Não demorou muito e eu avistei uma mulher e ela era o único adulto que eu havia visto no trem inteiro.  Ela levava um carrinho repleto de doces e exibia um sorriso meigo. Devia ter uns trinta anos; era baixinha, magra, tinha a pele rosada, olhos castanhos e prendia os cabelos negros numa touca.
_____Olá. Vai querer alguma coisa querida? -Perguntou e eu balancei a cabeça
_____Não, agora não! Obrigada! -Respondi e ela sorriu
_____OK. Se quiser alguma coisa e eu não estiver nos corredores estarei no 1° vagão. –falou e eu sorri
_____Obrigada.
____Não há de quê querida! –respondeu sorrindo e voltou a guiar o carrinho, passando em frente as cabines e perguntando se alguém iria querer doces.
Eu já havia começado a dar outro passo quando ouvi aquela voz.




 Oi amores da minha vida! Meus hipogrifos liamdos! E então?
Segunda foi meu aniversário e eu fiquei inspirada. Quero comentários de presente ouviram!?
Hum!
Logo, logo eu posto o próximo.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Cap. 3 - Hermione Granger

Atravessamos o arco e ele logo se fechou. Aquilo era...
____Incrível Hagrid! Onde vamos primeiro? –perguntei curiosa
____Ao banco, não é Hagrid?
____Sim Cassie, vamos a Gringotes. Precisamos trocar o dinheiro. –ele afirmou e seguiu andando pela rua. Eu sinceramente já estava quase tonta de tanto ficar olhando de um lado pro outro tentando ver tudo, as lojas, os letreiros, as coisas... como eu disse, tudo.
Não demorou muito para que parássemos em frente a um edifício muito branco, que Hagrid dissera ser Gringotes. Em frente a ele, aparentemente nos esperando, havia um... você não vai acreditar mas acho que era...
____Ele é um duende Hagrid? –murmurei e ele assentiu
____Sim, mas fiquem perto de mim! Eles não são nada amigáveis! –murmurou e nós assentimos. Subimos as escadas até onde o duende estava e ele nos cumprimentou e nos deparamos com um par de portas de prata que diziam.
Entrem, estranhos, mas prestem atenção
O que espera o pecado da ambição,
Porque os que tiram o que não ganharam
Terão é que pagar muito caro,
Assim, se procuram sob o nosso chão
Um tesouro que nunca enterraram,
Ladrão, você foi avisado, cuidado,
Pois vai encontrar mais do que procurou.
Entramos e mais duendes se curvaram pra nós, o salão era todo de mármore e haviam vários outros duendes sentados em banquinhos altos atrás de um imenso balcão fazendo varias coisas como pesar moedas e examinar jóias e pedras preciosas. O duende nos guiou até a ponta do balcão esquerdo, foi pra trás e sentou-se no banquinho.
____O que vão querer?-ele perguntou e Hagrid falou o que era e minha mãe deu o dinheiro trouxa e depois de algum tempo, não sei quanto, contando e pesando nós tínhamos a bolsa dela cheia de galeões, sicles e nuques.
____E agora? –perguntei assim que saímos
____Que tal você e o Hagrid irem pegar o seu uniforme e a varinha enquanto eu pego os livros? Hein Hagrid?
____Claro Cassie! –ele respondeu e ela foi em direção a uma loja chamada Floreios e Borrões. Paramos em frente a uma loja onde lia-se Olivaras Artesãos de Varinhas de Qualidade  desde 382 a.C.
____É aqui. –ele disse e nós entramos na loja onde logo o som de um sino soou.
A loja era muito pequena e tudo era coberto por poeira. Havia um balcão e um banquinho, ambos altos, um de frente pro outro e o resto das coisas eram todas caixas retangulares pequenas enfileiradas certinhas umas em cima das outras. O ar era diferente e eu sabia que respirava pura magia.
____Bom dia! –disse o velhinho que havia surgido do nada bem do nosso lado. Ele era alto, tinha olhos azuis muito claros, a pele muito branca e os cabelos finos e grisalhos.
____Olá! –respondi um pouco assustada pelo susto
____Olá! Ah sim! Olá Hagrid! –ele disse olhando-o
____Olá! –Hagrid respondeu e o velho voltou seu olhar pra mim
____Srta. Black! –exclamou olhando-me. ____Se parece muito com a sua mãe, exceto pela cor dos cabelos e pelos olhos, tem os olhos do seu pai.
____Tenho? –indaguei e ele assentiu pegando uma fita métrica do bolso.
____Ah sim! Qual o braço da varinha?
____O direito... eu acho. –respondi esticando-o e ele o mediu do ombro ao dedo, do cotovelo ao pulso, do ombro ao chão, ao redor da cabeça e do joelho a axila. E enquanto isso ele dizia:
____Todas as varinhas da minha loja tem o miolo feito de uma substancia mágica poderosa. Usamos pelo de unicórnio, penas de fênix e cordas de coração de dragão. Não há nenhuma igual a outra como não há nenhum desses animais igual a outro. A sua varinha só é fiel a senhorita e não vai surtir o mesmo efeito se outra pessoa tentar usá-la. –ele já havia parado de me medir e vinha trazendo consigo uma das caixas. Tirou de lá uma varinha e me entregou. ____Salgueiro, pelo de unicórnio, flexível, quinze centímetros. Experimente! –pediu e eu peguei a varinha, fiz alguns movimentos alguma coisa quebrou e o homem tirou-a da minha mão.____Acho que não. –disse pensativo e foi pras prateleiras voltando com outra caixa e me entregou outra varinha. ____Ébano, coração de dragão, vinte centímetros, meio mole. – balancei pra um lado e algumas caixas caíram.
____Desculpe! –disse entregando-a a ele e ele voltou pras prateleiras
____Sem problemas! –disse voltando e me entregando outra. ____Mogno, pena de fênix, farfalhante, trinta centímetros. –a movi pra cima e alguns vidros do lustre (que eu nem tinha notado) se quebraram. ____Não, não, não! –falou tirando-a da minha mão e voltando pras prateleiras. ____Talvez... –disse e veio até mim tirando outra varinha de uma caixa. ____Vinte centímetros, pinheiro, pena de fênix, excelente e flexível. Teste! –pediu e me entregou. Ao primeiro toque meus dedos formigaram e assim que eu a movi fazendo uma onda faíscas roxas e azuis saíram da sua ponta como fogos de artifício, iluminando a sala e pondo tudo no lugar. Eu sorria e Hagrid batia palmas.
____Brava!  -ele disse entusiasmado e eu ri.
____Sim, Brava! Excelente! –o senhor disse e eu olhei pra ele. ____Mas é curioso, muito curioso.
____Curioso? Por quê?
____Porque a fênix cuja pena do miolo dessa varinha foi tirado não produziu apenas esta. Normalmente é só uma, mas desta foram três. –disse e o ar se tornou mais pesado. ____A primeira varinha que possuía uma destas penas pertenceu a um bruxo muito poderoso Srta. Black; seus feitos foram tão grandes e terríveis que nem ousamos mencionar seu nome. A segunda varinha eu vendi a pouco, semana passada na verdade e ela foi destinada a um garoto que promete grandes feitos, o único a sobreviver  ao Lorde das Trevas: Harry Potter. Então acho que também podemos esperar grandes feitos da senhorita, não?! Essa varinha não lhe escolheu por acaso Srta. Black. –ele disse e eu respirei fundo
____Tá. –respondi e logo depois de pagarmos pela varinha saímos da loja.
____Ele estava falando serio Hagrid? –perguntei
 Andamos um pouco e logo paramos em frente a uma loja. Madame Malkin – Roupas para Todas as Ocasiões.
____Acho que sim. É aqui. Você se importaria se eu saísse por um instante?
____Claro que não Hagrid! –disse e dei um passo em direção a loja
____Ótimo! Eu não me demoro! –ele disse e eu entrei a loja onde logo uma mulher baixa e gorda toda vestida de lilás, que devia ser a Madame Malkin, veio me atender.
____Hogwarts minha flor? –ela perguntou e eu assenti. ____Venha pra cá e suba aqui que eu já volto! –pediu depois que me levou até o fundo da loja onde havia uma outra garota em cima de um banquinho com uma bruxa ajustando o comprimento de suas vestes, ela tinha cabelo castanho claro cheio e crespo, pele branca corada, olhos castanhos e dentes da frente um pouco grandes, era um pouco mais alta que eu e menos magra também. Eu subi no banquinho ao lado, Madame Malkin enfiou uma veste comprida pela minha cabeça e depois começou a ajustá-la.
____Oi! Você também vai pra Hogwarts? –perguntou
____Vou.
____Ótimo! Eu sou Hermione, Hermione Granger! E você?
____Jady Black! –respondi entusiasmada
____Prazer! Seus pais são trouxas?
____Bem, são...
____Os meus também. Quando recebi a carta nós ficamos muito surpresos, nem sabíamos que Hogwarts existia, mas é realmente fascinante não?
____Muito! Na verdade os meus nem acreditaram de primeira. Foi preciso que Hagrid...
____Quem é aquele ali? –perguntou Hermione quando Hagrid entrou na loja
____O Hagrid. Ele trabalha em Hogwarts... guarda-caça.
____Esplêndido! Ele é meio gigante? –questionou curiosa
____Não sei. Não perguntei.
____Deve ser. Ele é legal?
____Muito!
____Terminei querida! –a bruxa que ajustara as vestes dela disse
____Obrigada! –respondeu a ela e desceu do banquinho. ____Te vejo em Hogwarts então.
____É. A gente se vê! –disse e ela saiu levando as vestes que a mulher tinha lhe entregado. Não demorou muito e Madame Malkin terminou com as minhas vestes também. Nós pagamos e saímos da loja encontrando minha mãe a nossa espera com vários pacotes com meus livros. Depois fomos comprar o material de poções, um lindo telescópio desmontável, um caldeirão de estanho e uma balança para pesar os ingredientes das poções.
____Podemos ir? Já compramos tudo. –declarou minha mãe conferindo mais uma vez a lista.
____Podemos.
____É, mas eu só vou poder levar vocês até o Caldeirão Furado. Tenho que voltar à Hogwarts. –Hagrid disse e suspirou.
____Tudo bem Hagrid. –afirmei e ele sorriu.
____Então vamos. –disse minha mão e nós fomos.
Pelo curto caminho, até o Caldeirão Furado, Hagrid nos falou sobre Hogwarts, os professores e as comemorações. Era tudo tão fascinante e eu estava mais ansiosa que nunca. Saímos do caldeirão e eu o abracei.
____Obrigada! –agradeci e me afastei
____Não há de quê Jady! Aqui. –me entregou um bilhete de trem e eu olhei-o confusa. ____Sua passagem para Hogwarts. Dia primeiro de setembro. –falou e eu assenti guardando-a.
____Tchau Hagrid! –disse minha mãe se afastando e Hagrid acenou
____Nos vemos em Hogwarts! –exclamei e ele sorriu

____Nos vemos em Hogwarts! –respondeu e quando me dei conta ele já tinha sumido.



terça-feira, 3 de junho de 2014

Cap. 2 - O Beco Diagonal

____Trouxas? Pais verdadeiros? Do que você está falando? –olhei-o confusa
____Então vocês não... Vocês nunca contaram a ela? –Hagrid perguntou acusador e mamãe balançou a cabeça começando a chorar e eu fui até ela abraçando-a.
____Não chora mãe! –eu disse e ela tentou enxugar as lagrimas
____Me desculpem... eu pensei que...
____Não... Tudo bem Sr. Hagrid! – papai disse
____Está bem, mas, por favor, me chamem de Rúbeo! –ele exclamou e nós assentimos. ____Agora podemos conversar?
____Claro s... quer dizer, Rúbeo! –ele disse e todos nos sentamos
____Então... como eu ia dizendo Jady tem uma vaga em Hogwarts. Ela... Você Jady, é uma bruxa! –exclamou entusiasmado e eu sorri de canto. ____Hogwarts é onde você vai aprender tudo sobre magia, a pratica e a teoria. Ser instruída pelo melhor mestre que Hogwarts já teve, Alvo Dumbledore!
____Onde fica Hogwarts exatamente? –mamãe perguntou
____Isso eu não posso dizer.
____E como é que chegaremos lá sem saber onde fica? –indagou papai
____Na verdade vocês não vão lá a não se que alguma coisa aconteça à menina. Para chegar lá é só ir a estação de King’s Cross e embarcar num trem da plataforma nove e meia. –disse e papai olhou-o como se fosse louco mas logo depois balançou a cabeça.
____Eu posso ir? –perguntei e mamãe sorriu
____É claro que pode querida! –respondeu e eu sorri muito e comecei a pular (nunca fui normal ta!)
____Vocês são demais! –disse tascando um beijo na bochecha da minha mãe e eles riram
____Eu podia levá-la pra comprar os materiais... –Hagrid disse como quem não quer nada e eu fiz beicinho pro papai
____Está bem, está bem! –ele disse e eu comecei a fazer uma dançinha muito louca fazendo todos rirem ainda mais
____Jady, pare com isso querida! –mamãe disse e eu parei e fui pro seu lado. – Vamos você já deveria estar babando no travesseiro. Olhei-a incrédula depois dei um pequeno sorriso.
____Boa noite papai! Boa noite Hagrid!
____Boa noite filha!
____Boa noite Jady! –eles disseram e eu sorri e subi correndo pro meu quarto com mamãe logo atrás.
Deitei na cama e ela me cobriu e me deu um beijo na testa.
____Boa noite minha pequena! –ela disse e eu sorri e fechei os olhos logo caindo no sono.
        No outro dia um milagre aconteceu: eu acordei cedo. Me levantei rápido,escovei os dentes, tomei banho, me vesti e desci correndo até a cozinha onde mamãe estava.
____Caiu da cama foi? –perguntou rindo. ____Achei que mesmo com Hogwarts e tudo mais você fosse acordar tarde hoje...
____Bom dia querida! –papai disse ao entrar na cozinha e sorriu ao me ver. ____Bom dia minha princesa! –ele disse e correu até mim me abraçando e me erguendo do chão
____Pai, me põe no chão! –gritei e ele me pôs lá. ____Vou chamar Hagrid! –exclamei e corri pra sala onde ele dormia pesadamente e desajeitadamente no sofá. Naquele momento eu pude vê-lo direito.
        Tinha o rosto praticamente oculto pelo cabelo e pela barba completamente selvagens e desgrenhados, seus olhos, eu lembrava, eram negros.
        Balancei-o um pouco e ele apenas resmungou.
____Hagrid acorde! –chamei e ele abriu os olhos ainda sonolento
____Hein?
____Está na hora do café! –falei e ele levantou o que fez com que eu me sentisse como um anão de jardim.
        Puxei-o até a cozinha e uma coruja entrou pela porta e foi até ele, que pegou uma carta e um rolo de jornal que ela trazia no bico e colocou algumas moedinhas na bolsa em sua pena.
        Na mesma hora eu ouvi o com das cartas caindo no carpete e fui pegá-las. Voltei e entreguei as correspondências ao papai. Hagrid lia O Profeta Diário e mamãe colocava os ovos e o bacon na mesa.
____Você guardou alguma das cartas? –Hagrid perguntou baixando o jornal  e eu assenti.____ Será que você poderia pega-la?
____Claro! –eu disse e subi pro meu quarto. Peguei a carta sobre meu criado mudo e desci correndo pra cozinha. ____Aqui! –exclamei entregando pra ele, que abril e tirou de lá um papel que eu não tinha visto e entregou a minha mãe
____É a lista de materiais, mas onde se compra isso? –mamãe perguntou
____Em Londres é claro! –ele disse e papai riu sarcástico
____Londres? On... –começou mas logo balançou a cabeça e calou a boca.
____Se você souber o lugar certo... isto é, o Beco Diagonal! Vou levar vocês lá! –falou animado e voltou a comer as panquecas que mamãe havia feito.
        Depois que terminamos de tomar café papai se despediu de nós e foi pro trabalho, depois nós fechamos a casa, saímos e fomos andando até a estação onde pegaríamos um trem pra Londres (Hagrid disse que não podia usar magia pra chegarmos lá).
        Era um pouco estranho e engraçado porque todos ficavam olhando pra gente, ou pra Hagrid porque ele era tipo, duas vezes o tamanho de uma pessoa normal e também ficava olhando coisas normais, sorria e dizia o quanto extraordinárias eram as invenções trouxas (segundo ele, quem não é bruxo).
        Chegamos na estação e pegamos o próximo trem pra Londres. Desembarcamos e andamos por Londres passando em frente de diversos lugares, lojas, livrarias e não paramos em nenhum.
____O que estamos procurando mesmo? –perguntei
____Aqui filha! –mamãe disse e me entregou a folha de pergaminho que eu não tinha lido e eu li.

ESCOLA DE MAGIA E BRUXARIA DE HOGWARTS
Uniforme
Os estudantes do primeiro ano precisam de:
1.Três conjuntos de vestes comuns de trabalho (pretas)
2.Um chapéu pontudo simples (preto) para uso diário
3.Um par de luvas protetoras (couro de dragão ou similar)
4.Uma capa de inverno (preta com feches prateados)
As roupas do aluno devem ter etiquetas com seu nome.
Livros 
Os alunos devem compras um exemplar de cada um dos seguintes:
Livro padrão de feitiços (1ª série) de Miranda Goshawk
História da magia de Batilda Bagshot
Teoria da magia de Alberto Waffing
Guia de transfiguração para iniciantes de Emerico Ewitch
Mil ervas e fungos mágicos de Fílida Spore
Bebidas e poções mágicas de Arsênio Jigger
Animais fantásticos e seu habitat de Newton Scamander
As corsas das trevas: Um guia de auto-proteção de Quintino Trimble
Outros equipamentos:
1 varinha mágica
1 caldeirão (estanho, tamanho padrão 2)
1 conjunto de frascos
1 telescópio
1 balança de latão
Os alunos podem ainda trazer uma coruja ou um gato ou um sapo.
LEMBRAMOS AOS PAIS QUE OS ALUNOS DO PRIMEIRO ANO NÃO PODEM USAR VASSOURAS PESSOAIS.

____Vamos encontrar isso em Londres? –indaguei curiosa e mamãe deu de ombros. ____Já estamos chegando Hagrid?
____Quase. –ele respondeu e não demorou muito até que parássemos em frente a um barzinho velho, O Caldeirão Furado, Hagrid dissera. Ninguém parecia reparar nele. Entramos e bem, não era um lugar agradável. Cheirava a mofo e era muito escuro, havia varias pessoas também, um cara atrás do balcão que devia ser o garçom, alto, magro e careca, alguns homens sentavam perto do balcão, ou em mesas, e mulheres, velhas tricotando e mais novas servindo e limpando as mesas. Assim que mamãe fechou a porta fez-se silencio e todos os olhares se voltaram pra nós.
____Ola Hagrid! –chamou o cara atrás do balcão e todos voltaram ao que estavam fazendo antes. ____Vai querer o de sempre?
____Não Tom, estou a serviço de Hogwarts. Vou acompanhar a pequena Jady e a mãe dela nas compras! –exclamou animado e o homem assentiu olhando-me.
____Já lhe vi antes criança? Seu rosto me é familiar... –indagou pensativo e eu franzi  a testa.
____Acho que não senhor.
____Esta bem... até mais Hagrid! –ele disse e Hagrid acenou e nós saímos dali. Passamos pelo bar e saímos num pequeno pátio murado onde a única coisa que se via era uma lata de lixo e limo.
____Afastem-se! –Hagrid disse e bateu três vezes na parede com a ponta do guarda-chuva cor-de-rosa (eu disse que ele tinha um? Não? Pois é, ele tem!). No segundo seguinte os tijolos começaram a estremecer e logo estávamos em frente a um enorme buraco de mais de três metros e meio de altura que levava a uma rua que eu não podia ver o fim e que era cheia de lojas, então a boca da mamãe e a minha se abriram em um perfeito O.
_____Bem vindas ao Beco diagonal! –ele disse e riu.








Cap. 1 - Estranho Pesadelo


“Durma minha pequena
Que o amanhã já vem
Estou aqui
E o mal pra ti não vem.
Durma agora pequena
Não ha nada a temer
O amor é mais forte
E vai te proteger!”

Assim cantava a mulher que me tinha no colo. Ela tinha cabelo ruivo cacheado, olhos azul-piscina e pele branca corada como uma boneca de porcelana. Tinha nas mãos uma bebê, eu, ela tinha cabelo castanho avermelhado e cacheado como o de um anjinho, olhos castanhos escuros e pele rosada.
De repente ouviu-se um grito feminino vindo do outro andar e a mulher parou tensa.
_____Shiiiu! –ela murmurou pra bebê que logo calou-se e pôs ela no berço cobrindo-a com uma capa.
A mulher adquiriu um olhar assustado e se pôs em frente ao berço de forma protetora quando de repente a porta do quarto foi arrombada.
____Onde está a criança? –perguntou uma voz gélida, fina e fria.
____Não está aqui!
____Você acha que me engana Annie!? –exclamou e ela estremeceu
____Estou falando a verdade!
____Eu acho que não! –falou e um feixe de luz verde tapou minha visão.
____NÃO!!!!!
Acordei gritando e logo meus pais entraram no quarto acendendo a luz. Meu pai era Benjamim Lawrence, um homem alto e magro, tinha olhos castanhos, pele branca bronzeada e cabelos loiros, parecia mais uma estrela de Hollywood, mas na verdade era um advogado renomado. E minha mãe era Cassandra Lawrence, uma mulher baixinha, e magra como uma modelo, tão bonita quanto uma também, tinha olhos da cor do céu, boca carnuda rosada, pele branca como leite e cabelos ruivos cacheados, parecia uma princesa, ou melhor, rainha. Eles eram muito meigos, inteligentes, protetores e divertidos. Os melhores pais que alguém poderia ter.
Eles vieram com aquele olhar preocupado até mim, cada um sentou de um lado da cama e me abraçaram.
___Aquele pesadelo de novo querida? –mamãe perguntou e eu assenti enquanto uma lagrima descia.
___Eu tenho medo mamãe... –disse e papai acariciou minha cabeça.
___Nós estamos aqui filha... não há nada que possa lhe fazer mal. Volte a dormir pequena! –ele disse de forma tranquilizadora e eu fechei os olhos logo voltando a dormir, mas dessa vez com o sono livre de pesadelos.
Quatro anos depois...
Acordei com a respiração ofegante e a cicatriz que eu tinha atrás do pescoço ardendo.  Eu havia tido aquele pesadelo de novo. Fazia tempo que eu não o tinha e ele sempre me deixava triste mesmo eu não me lembrando dos detalhes, mas eu sabia que era ruim o bastante pra me deixar assim, como se as pessoas que estivessem nele fossem importantes pra mim, o que era realmente estranho porque eu só tinha a impressão que havia uma mulher e dois bebês e que um dos três morria.
L... Ah é! Eu não me apresentei não é? Bem, meu nome é Jady Black e não eu não sei de onde veio o Black. Tenho 10 anos e vivo em Surrey com meus pais. Sou pequena e magra, o que faz com que eu pareça muito mais nova. Tenho cabelo castanho avermelhado cacheado, olhos castanhos escuros e pele morena muito clara e pálida. Levantei coçando os olhos e fui até o espelho. Eu estava mais pálida que o normal, meus olhos estavam um pouco avermelhados, a camisola azul com coraçõezinhos que eu vestia estava folgada me deixando mais magra que eu já era e meu cabelo estava uma bagunça. Prendi-o numa trança frouxa, escovei os dentes e desci pra tomar café. Mamãe estava fazendo panquecas e papai estava lendo o jornal.
____Bom dia! –eu disse ainda sonolenta sentando-me em frente a ele.
____Bom dia filha! – ele respondeu sem desviar os olhos do jornal.
____Bom dia querida! –mamãe respondeu colocando um prato de panquecas a minha frente e eu sorri. ____Dormiu bem? –perguntou
____Mais ou menos... –respondi e ela pareceu entender pois sentou-se a mesa e não perguntou mais nada sobre o assunto.
Depois de alguns minutos ouvimos o som de cartas caindo no capacho e mamãe olhou pra mim então eu levantei e caminhei até a porta da sala de estar. Em frente a ela, sobre o capacho havia uns quatro envelopes, peguei-os e fui olhando-os pelo caminho até que um diferente dos outros me chamou atenção. O envelope era grosso e pesado, não era de papel branco normal e sim de pergaminho amarelado, a caligrafia era forte e havia sido feita com tinta verde-esmeralda como os olhos do bebê e da mulher do meu sonho (pêra, como é que eu sabia disso?), não havia selo e do outro lado havia um lacre de cera púrpura com um brasão; um leão, uma águia, um texugo e uma cobra circundando uma grande letra “H”. E mais estranho ainda... Estava endereçado a mim. Serio ninguém me mandava cartas, mesmo quando elas eram pra mim estavam sempre endereçadas aos meus pais.
Mas com tudo, ela estava endereçada assim:

Srta. J Black
O ultimo quarto do 1º andar
Rua dos Alfeneiros 6
Little Whinging
Surrey

Olhei-a franzindo a testa e coloquei as outras em cima da mesa, sentei-me e fitei-a um pouco mas logo comecei a abrir o lacre.
____O que é isso filha? –mamãe perguntou
____Uma carta. –respondi sem olhar pra ela
____Pra você?
____É...
____Estranho... posso ver? –pediu e eu assenti terminando de abrir a mesma
____Espera só um minuto... –respondi e voltei minha atenção ao envelope. Puxei a carta e li;
ESCOLA DE MAGIA E BRUXARIA DE HOGWARTS
Diretor: Alvo Dumbledore (Ordem de Merlin, Primeira Classe, Grande Feiticeiro, Bruxo Chefe Cacique Supremo, Confederação Internacional de Bruxos)
Prezada Srta. Black;
Temos o prazer de informar que V.S.a tem uma vaga na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Estamos anexando uma lista de livros e equipamentos necessários.
O ano letivo começa em 1º de setembro.
Aguardamos sua coruja até 31 de julho, no mais tardar.
Atenciosamente,
Minerva McGonagall
Diretora Substituta 
Eu fiquei encarando a carta não sei por quanto tempo, mas acho que foi muito. Meus pensamentos iam de Demais isso é muito legal! à Isso é serio? e Eu só posso estar enlouquecendo!
_____Filha! Você está bem? –perguntou meu pai já ao meu lado e olhei-o confusa assentindo logo depois.
_____Benjamim olha isso! –chamou mamãe e só aí eu percebi que ela tinha pegado a carta. Papai pegou e começou a ler e nós ficamos olhando sua expressão de total confusão.
_____Isso é serio? –ele perguntou olhando-me e eu assenti. _____Onde você achou?
_____No capacho, junto com os outros envelopes. Isso é verdade pai? –perguntei e ele balançou a cabeça.
_____Eu não sei Jady... Provavelmente foi só obra de algum desocupado querendo nos pregar uma peça. –afirmou e nós assentimos. Terminamos de tomar café depois papai deu-me um abraço, um beijo na mamãe e foi trabalhar.
Depois disso, mamãe foi limpar a cozinha e eu subi pro meu quarto. Arrumei a cama e fiquei penando na carta. Será que o que ela dizia era verdade ou era só um desocupado pregando-nos uma peça?
Durante o dia todo não falamos mais sobre o assunto e meus pais poderiam ter-lo esquecido não fosse pelo dia seguinte.
Acordei com o barulho de algo batendo na janela. Abri os olhos e olhei pra mesma e arregalei os olhos.
Aquilo é uma coruja? –pensei e fui até a janela e abri deixando entrar uma linda coruja. Ela era grande de penugem parda com pontos pretos e grandes olhos escuros. Ela trazia consigo uma carta, peguei-a e a coruja saiu pela janela; olhei a carta, era igual a que tinha sido mandada um dia antes. Abri e tinha a mesma coisa escrita também. Seguiu-se assim todos os dias por mais ou menos duas semanas e cada vez em maior numero, mas meus pais pareciam ainda não terem acreditado nessa história de bruxaria. No entanto, eu acreditava é claro! Afinal não é nada normal que corujas sirvam de correio, ou é?
Além do mais eu já fiz varias coisas estranhas acontecerem. Como quando eu tinha sete anos e uma cobra entrou no meu quarto, eu não havia sentido medo (mentira!!!), disse (não, eu acho que eu gritei) pra ela que saísse e ela simplesmente balançou a cabeça da forma que as cobras fazem e saiu. Ou quando eu tinha nove, estava na escola e as luzes começaram a acender e apagar  e as janelas começaram a bater quanto uma das meninas da minha sala começou a caçoar de mim. Ou... bem você já entendeu.
Desde aquele dia, assim que eu acordava ia até a cozinha pegar um pedaço de carne (pras corujas) e sentava em frente a janela e ficava olhando as vezes pro céu, as vezes pra rua. Um dia quando eu observava os jardins da vizinhança eu vi um garoto sair da casa de numero quatro. Ele era pequeno e magro, tinha cabelos pretos bagunçados e olhos verdes-esmeralda bem vivos. Seu nome era Harry Potter.
Como eu sabia disso? Eu conhecia Harry a quase um ano, da escola primaria pra qual eu havia sido transferida quando me mudei do Brasil pra Londres. Ninguém falava com ele. Ele vestia roupas velhas que eram três vezes o seu tamanho, e usava óculos remendados. Todos riam dele e todos apenas olhavam quando Duda, o primo dele, um garoto alto, loiro, burro e gordo como um porco, batia nele junto com mais quatro garotos.
Mas não é como se eu fosse como eles, porque apesar de ser tímida eu absolutamente odeio injustiças. No meu primeiro dia eu sentei ao lado dele.
____Oi! –murmurei e ele arregalou os olhos me olhando assustado
____Você falou comigo? –perguntou
____Falei. Qual seu nome? –perguntei e ele sorriu
____Eu sou Harry, Harry Potter! –respondeu animado e eu ri.____Você é a garota que se mudou pra casa da frente né?
____Sou. Meu nome é Jady Black.
____Sabia que você é a primeira pessoa que fala comigo e não ri de mim?
____Então eles são uns idiotas. –respondi sorrindo e ele sorriu.
E foi assim que viramos melhores amigos, ou seja, eu era a única amiga dele e ele era meu único amigo.
Fiquei olhando ele atravessar a rua e olhar pros cantos até me ver e acenar pra mim e eu acenar de volta. Depois daquele dia eu não vi mais ninguém no número quatro.
O dia em que meus pais passaram a acreditar que eu era uma bruxa foi uma sexta de madrugada. Todos já havíamos ido dormir quando ouvimos alguém bater na porta, bater como se fosse derrubá-la. Ouvi papai e mamãe descerem as escadas e saí do quarto seguindo-os e me escondendo com medo do que estava lá fora. Não me julguem! Eu sou corajosa, só que eu estava com medo.
Tump; Tump
Bateram de novo e dessa vez papai respondeu.
_____Quem é? –ele perguntou, mas logo a porta foi arrombada e um homem muito, mas muito alto mesmo entrou e fechou a porta.
____Olá! Desculpem a demora! É que foi um pouco difícil achar a casa. Será que poderíamos conversar? –disse e olhei-o boquiaberta, como ele era grande...
____O que você quer? –papai perguntou ainda a nossa frente.
____Acalme-se Sr. Lawrence! Eu só vim aqui pra saber da pequena Jady e...
____E o que você teria a tratar com nossa filha? Nós nem sabemos quem é você... –mamãe disse
____Verdade, que cabeça a minha! Esqueci de me apresentar. Eu sou Rúbeo Hagrid, guardião das chaves e das terras de Hogwarts. E o assunto que eu quero tratar é Hogwarts é claro! –falou e sentou-se no sofá. ____Venha cá criança! –ele chamou e eu fui até ele.
____Oi Hagrid! Hogwarts existe mesmo? –perguntei entusiasmada e ele riu
____É claro! É claro que existe, seus pais estudaram lá! Você tem uma vaga desde que nasceu e...
____Meus pais? –perguntei olhando-os
____Sim, mas não os trouxas que lhe criaram... Seus verdadeiros pais.