Toc Toc
Toc Toc
Abri os olhos
e olhei pra janela e a coruja do lado de fora. Me levantei e abri a janela pra
que ela entrasse e assim que entrou eu fechei a janela.
O.K. Ela
tinha um pouco menos de meio metro de altura e grandes olhos amarelos, sua penugem
era marrom em diferentes tons e pintas brancas. Ela era linda e depois de
colocar uma gaiola enorme na minha mesinha de cabeceira voou até meu braço e
deixou uma carta em minhas mãos. Os garranchos no envelope só podiam ser de
Hagrid, o que me fez sorrir. Abri o envelope e peguei o cartão.
Cara Jady,
Feliz aniversário
Eu ia lhe dar esse presente no dia em
que fomos ao Beco Diagonal, mas achei melhor mandar-lhe na data. Achei-a muito
bonita e espero que goste.
Tudo de bom, Hagrid.
Sorri e olhei
pra coruja. Ela bicou minha orelha carinhosamente e eu sorri.
____Adorei
você! –exclamei e ela piou. Sai do quarto e desci as escadas em direção a
cozinha encontrando minha mãe batendo um bolo e pareceu surpresa em me ver.
____Filha?
–exclamou e eu sorri. ____Onde você arranjou essa coruja?
____Presente
de Hagrid.
____Já
escolheu o nome?
____Eglodine?
–perguntei depois de pensar um pouco olhando pra ela que piou como se dissesse
sim.
____Então bem
vinda à família Eglodine! –mamãe disse, ela piou e voou até ela, bicou-a
gentilmente e voltou ate meu quarto.
Minhas
ultimas duas semanas antes de ir para Hogwarts foram divertidas, mas não como
eu queria. Na tarde do meu aniversario eu fui à casa dos Dursley e toquei a campainha.
Não demorou muito, eu pude ouvir passos e a porta foi aberta revelando ninguém
mais, ninguém menos que meu melhor e único amigo e eu pulei em cima dele.
____Harry!
–exclamei e soltei-o
____Oi Jady!
Feliz aniversário! –respondeu sorrindo e eu sorri
____ Brigada!
Estava com saudades. Pra onde você foi? –indaguei cruzando os braços e ele
pareceu pensar um pouco antes de responder
____Viajei,
pra um lugar um pouco longe. Não sei
onde... Hey! Preciso te contar uma coisa! –disse vindo pra fora e fechou a
porta depois desceu as escadas e ficamos no jardim.
____Eu também
tenho. –respondi sorrindo
____Diz você
primeiro. -pediu
____Jura que
não vai achar que eu estou louca?
____Juro!
____Eu...
–comecei, mas logo fui interrompida pelo um grunhido esganiçado.
Ao nosso
lado, sobre a escada, estava uma mulher alta, magra, loira e que tinha um
pescoço muito comprido, portanto presumi ser a Sra. Dursley.
____Harry!
–gritou, mas logo que me viu mudou o tom de voz. ____O que está fazendo aqui
fora querido? É um prazer vê-la Srta. Lawrence! –disse calmamente e eu prendi o
riso.
____O prazer
é meu Sra. Dursley. –respondi
____Não quer
entrar? Estou fazendo chá e... –começou mas eu a interrompi (que educada eu
sou).
____Não. Na
verdade eu só vim chamar o Harry e vocês pra irem jantar lá em casa.
____Ah!
Que... –ela começou mas Harry interrompeu
____Hoje é
aniversário dela tia Petúnia. –ele disse e ela sorriu
____Ah!
Parabéns querida! Mas não podemos ir. Temos que buscar o Duda mais tarde.
–disse com uma voz teatral dando a entender que ela queria mesmo ir, e eu poderia
ate ter acreditado... só que não.
____Deixe que
Harry vá pelo menos! –pedi e ela respirou fundo
____Não
posso. Harry tem que ir também. –disse e eu olhei pra ele. Parecia que ia
explodir a qualquer momento e eu tentei me acalmar pra não voar em cima dela ali mesmo. 1. 2..3...
____Tá.
–respondi seca, Harry entrou batendo a porta e ela sorriu agora de verdade.
____Admiro
sua compreensão querida! –afirmou e eu assenti me virando e dando de cara com
o porco de peruca que a Sra. Dursley
chamava de filho.
____O que faz
aqui Black? –indagou e se olhar pudesse matar ele teria caído com um tiro no
meio da testa.
____Nada. Já
estou saindo. –respondi seca e saí sem esperar resposta, mas mesmo assim pude
ouvir a Sra. Dursley indagar.
____Black? O
sobrenome dela não era Lawrence?
____Não. Porque deveria?
____Porque o
sobrenome dos pais dela é esse Dudinha. –ela respondeu e eu corri pra casa.
Então, meu
aniversário resumiu-se a presentes jantar e bolo com os meus pais. As minhas
duas semanas antes do dia do embarque se resumiram a ler os livros da escola,
ajudar a mamãe e cuidar de Eglodine, já que depois daquele dia eu sabia que não
conseguiria falar com o Harry.
Eu queria
tanto contar pra ele. Onde será que ele estudaria? Ia ser um máximo se ele
também fosse pra Hogwarts! Será que vou conseguir fazer amigos? Como será lá?
Será que eu vou pra Grifinória? Talvez Corvinal ou quem sabe Lufa-lufa? Tomara
que eu não vá para a Sonserina! Ficava pensando.
Em um desses
dias que eu estava lendo sobre a história moderna da magia e achei num capitulo
sobre “O Lorde das Trevas” o nome Harry Potter. No livro dizia assim: “E foi numa noite comum que o reinado de Lord
Voldemort teve fim. Quando ao tentar retirar a vida do bebê dos Potter, o
pequeno Harry, teve seus poderes diminuídos tão drasticamente que desapareceu.”
Como assim?
Será que ele sabe disso (Harry)? Espera, será que esse cara matou meus pais
também? Ai meu Merlin! 1. 2..3... –pensei e fechei o livro me jogando na cama.
Dia primeiro
de setembro e ali estávamos nós, na estação de King’s Cross, às 10:10 da manhã.
Eu levava o carrinho com meu malão e Eglodine e meus pais vinham comigo, cada
um de um lado; paramos entre as plataformas nove e dez e papai coçou a cabeça.
____Como se
chega nessa plataforma mesmo? –ele perguntou e eu mordi o lábio. Havia lido
como se faz no “Manual para Hogwarts dos nascidos trouxas”.
____Temos que
caminhar diretamente para a barreira entre as plataformas nove e dez. –eu disse
e ele sorriu brincalhão.
____O.K.
–disse e eu suspirei
____É serio!
Vou primeiro pra vocês verem.
____Tem
certeza? Não quero que se machuque! –mamãe disse sendo a mamãe e eu assenti e
comecei a correr em direção a barreira. Eu tenho que confessar que estava
rezando pro que eu li ser verdade porque aquela parede estava parecendo muito
solida e eu não estava nem um pouco afim de me esborrachar nela, as pessoas
empurravam e eu estava cada vez mais perto, fechei os olhos, um palmo e.... a
parede sumiu? Abri os olhos e vi Plataforma
nove e meia. Expresso de Hogwarts 11 horas. Eu li.
____Inacreditável.
Papai e mamãe
haviam atravessado a barreira.
____Eu disse.
Acredita em mim agora? –perguntei e ele assentiu
Olhei em
volta. Os primeiros vagões já estavam cheios; haviam varias crianças da minha
idade ou mais, com dezessete, dezoito anos; gatos e corujas por toda parte e
adultos acompanhando os filhos, conversando, se despedindo e algumas mulheres
chorando; bebês no colo e crianças pequena agarradas as saias e a mão das mães.
Me virei pra
eles mamãe se abaixou e me abraçou.
____Quero
cartas ouviu? Muitas cartas!
____Eu vou
mandar mamãe! –respondi, ela me soltou e papai me abraçou
____Vou
sentir sua falta princesa.
____Eu também
vou sentir a sua. –respondi e ele e soltou
____Tenha cuidado!
–ele disse
____E não se
meta em encrencas! –mamãe disse e eu ri
____Por que
eu faria isso? –indaguei e ela me fuzilou ____To brincando! –exclamei e a
expressão dela se suavizou.
____Tchau! –ela
disse
____Tchau!
–respondi
____Nos vemos
nas férias! –papai disse e eu me virei pro vagão
____Até.
–falei e entrei; andei pelo vagão procurando por uma cabine vazia mas parei ao
ver uma com uma garota sozinha, sentada lendo um livro. Eu conhecia aqueles
cabelos castanhos de algum lugar...
____Hermione?
–perguntei a garota e ela levantou a cabeça, sim era ela.
____Jady? Oi!
-exclamou
____Posso
ficar aqui?
____Claro! –disse,
eu pus Eglodine pra dentro, depois ela me ajudou a colocar a mala pra dentro e nos
sentamos uma de frente pra outra e quando eu ia abrir a boca pra falar ela
abriu um livro e começou a ler.
Levantei-me e
andei até a porta da cabine.
____Vou dar
uma volta pelo trem O.K.?! –avisei e ela levantou o olhar pra mim
____Tá. Tudo
bem. –respondeu e eu sorri e sai.
Me levantei e
fui até a porta da cabine.
____Vou dar
uma volta pelo trem. –avisei e ela voltou a olhar pra mim.
____Tá. Tudo
bem. –respondeu e eu sorri e sai da cabine.
Andei pelo
corredor calmamente até que trombei com alguém e ele caiu em cima de mim.
____Argh!
–resmunguei e tentei empurrá-lo. ____Sai de cima de mim! –mandei e ele
levantou. Devagar mas levantou.
Me levantei
num pulo, ajeitei minhas vestes e só então olhei pra quem havia me derrubado.
Era um
garoto. Ele era magro e alto; tinha a pele branca pálida e os cabelos chegavam
a ser quase brancos de tão loiros que eram. Ele parecia ter a minha idade e
ainda não vestia o uniforme da escola. Exibia um sorriso presunçoso e seus
olhos azul-claros observavam-me atentamente, o que me fez corar um pouco (eu
odiava que ficassem me olhando assim).
____Olá!
–saldou e eu olhei-o incrédula.
____Olá? Você
devia me pedir desculpas, não? –exclamei
____O que?
Você quem me derrubou!
____Se eu tivesse lhe derrubado você não teria
caído em cima de mim. –defendi-me
____E quem é
você garota? –perguntou superior
____Jady
Black. Algum problema? –indaguei e ele pareceu pensar um pouco
____Ainda
não... –respondeu e saiu pisando duro com dois outros meninos (que eu nem tinha
notado) atrás.
Respirei
fundo e segui andando olhando de vez em quando pros lados.Não demorou muito e
eu avistei uma mulher e ela era o único adulto que eu havia visto no trem
inteiro. Ela levava um carrinho repleto
de doces e exibia um sorriso meigo. Devia ter uns trinta anos; era baixinha,
magra, tinha a pele rosada, olhos castanhos e prendia os cabelos negros numa
touca.
_____Olá. Vai
querer alguma coisa querida? -Perguntou e eu balancei a cabeça
_____Não,
agora não! Obrigada! -Respondi e ela sorriu
_____OK. Se
quiser alguma coisa e eu não estiver nos corredores estarei no 1° vagão. –falou
e eu sorri
_____Obrigada.
____Não há de
quê querida! –respondeu sorrindo e voltou a guiar o carrinho, passando em
frente as cabines e perguntando se alguém iria querer doces.
Eu já havia
começado a dar outro passo quando ouvi aquela voz.
Oi amores da minha vida! Meus hipogrifos liamdos! E então?
Segunda foi meu aniversário e eu fiquei inspirada. Quero comentários de presente ouviram!?
Hum!
Logo, logo eu posto o próximo.

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